Em um lugar não muito distante daqui, em uma época não muito remota, certo jovem ao caminhar por um caminho um tanto estranho e tortuoso em sua fazenda, depara-se com algo que destoava do imenso verde que lhe cercava.
Ele depara-se com um objeto que de certa distância não se fazia muito visível, muito claro, apenas azul.Aproximando um pouco mais viu que aquele objeto que não reluzia, devido a sua cor, mas devido sim à incompatibilidade de estar ali, no meio do nada, mas em um imenso mundo verde, mostrou-se claro e obvio para o jovem. Ele deparara-se com um livro pequeno e de capa azul; azul da cor do céu.
Ele não pode esperar e o livro azul abriu. Logo na primeira página uma surpresa, estava escrito “FIM”, sem nada entender continuou o livro desfolhar, mas não pela página seguinte que seria a última, desfolhou um monte de páginas por vez.Notou que os capítulos, assim como as páginas decresciam, e desta forma pensou: “vou direto para última, que com certeza, será a primeira”.
Quase certo, a última na verdade era nada mais nada menos que o título do livro, e voltando um pouco mais pro começo, quero dizer, neste caso, um pouco menos pro fim, ele chegou ao prefácio e logo após o índice.
Por um momento pensou em ir direto ao índice, mas por ser aquele um estranho livro, ponderou mais um pouco e resolver ler do início, ou melhor, dizendo novamente, resolveu começar do fim.Logo no prefácio, ficou apavorado, pois o livro começava assim:“Querido leitor, este é o livro da sua vida, você tem a oportunidade de descobrir o final, mas eu, o autor, aconselho a começar pelo começo, independente de lhe parecer o final, pois o final, onde bem sabes está escrito, neste livro, é a página primeira, e acredito ser melhor ler do início, até para você meu caro leitor entender o porque do fim”.
Ele assustadíssimo pôs-se a ler do fim, e assim não quis nem ler o índice porque achou que teria idéia do final através dos títulos dos capítulos.E assim o jovem se dispôs a ler.O livro embora sendo pequeno, era denso, pois escrito fora com letra pequena e possuía aproximadamente 2007 páginas finas, daquelas encontradas em bíblias.
Passado alguns anos, ele já tinha lido boa parte do livro; já havia passado da metade, pois não era todo dia que lia, pois sua curiosidade diminuíra, sua paciência aumentara e por isso já não mais lia vinte e quatro páginas por dia, passara a ler duas ou três páginas à noite, pois como encontrara o livro em certo final de tarde, continuou a lê-lo no final de seus dias.
Após os primeiros capítulos, ele logo notou que aquele livro era como se fosse seu diário, porém já escrito, que tirando os pormenores que ali não estavam, muitas das coisas ali escritas, inclusive pensamentos dos personagens, pareciam com os seus.
Tal semelhança, no começo o assustou, mas depois apenas o prevenia de ler mais de um capitulo por dia, e reforçava a idéia de que nunca deveria ir direto ao final. Assim viveu seus dias, e suas noites transformaram-se em momentos de reflexão.
Lia as páginas de seu livro azul claro da cor do céu que agora passados quarenta anos, meio acinzentado já se tornara.Em seu aniversario de setenta anos, pensou em ir direto ao último capítulo e descobrir de uma vez por todas como terminaria sua história, mas os anos o tinham ensinado muito, o tinham ensinado a ser paciente, a não ser tão curioso e a viver cada momento como se fosse o último e mais uma vez adiara a leitura do ultimo capítulo.
Aquele capítulo era bem diferente dos demais, pois mais uma vez, após cinqüenta anos, ele leu um recado do autor do livro. “Caro leitor, se após cinqüenta anos, chegaste agora a este capitulo, devo dizer-lhe que conseguiste vencer a ti mesmo.
Acredito que o livro deva ter te servido bem e que você deva ter vivido muito bem, justamente o oposto se no fatídico dia do achamento deste tivestes ido direto ao final da história. Tenho apenas mais uma advertência a fazer: continue assim. Agora que chegaste tão próximo do fim, siga o quem vens fazendo, não pule ainda para o último capitulo”.
E assim ele o fez. Terminou de ler aquelas palavras e fora dormir.Na manhã seguinte sentiu-se como nunca havia se sentido antes, sentia-se jovem, sentia que ainda tinha muita vida pela frente, apesar dos fatos lhe mostrarem justamente o oposto. Leria aquela noite o penúltimo capítulo e preparava-se para despedir-se de todos que conhecia.Leu o penúltimo capitulo e uma lágrima correu pelo seu rosto enrugado.
Na manhã seguinte após ter se despedido de muitos de seus amigos, claro que de forma discreta a fim de não levantar suspeitas, resolveu ir até aquele mesmo caminho, na fazenda que ainda pertencia a sua família e que um dia achara o livro de sua vida.Chegando lá, chorou copiosamente e após acalmar-se resolveu caminhar.
O final do dia estava próximo, e então decidira ir até o ponto onde encontrara o livro e para sua surpresa, outro livro lá estava.Aproximou-se, abaixou-se e o pegou, mas não o abriu.Nem mesmo pensara em abrir aquele livro branco, branco como as nuvens do céu azul, pois aquela noite ainda deveria ler o último capítulo do livro azul, azul da cor do céu que era o livro de sua vida, e segurando o livro em suas mãos pensou:“Este será o próximo livro que lerei, mas primeiro devo terminar aquele que comecei a cerca de cinqüenta anos, pois se começar este agora, de nada terá me valido a vida”.
Ele depara-se com um objeto que de certa distância não se fazia muito visível, muito claro, apenas azul.Aproximando um pouco mais viu que aquele objeto que não reluzia, devido a sua cor, mas devido sim à incompatibilidade de estar ali, no meio do nada, mas em um imenso mundo verde, mostrou-se claro e obvio para o jovem. Ele deparara-se com um livro pequeno e de capa azul; azul da cor do céu.
Ele não pode esperar e o livro azul abriu. Logo na primeira página uma surpresa, estava escrito “FIM”, sem nada entender continuou o livro desfolhar, mas não pela página seguinte que seria a última, desfolhou um monte de páginas por vez.Notou que os capítulos, assim como as páginas decresciam, e desta forma pensou: “vou direto para última, que com certeza, será a primeira”.
Quase certo, a última na verdade era nada mais nada menos que o título do livro, e voltando um pouco mais pro começo, quero dizer, neste caso, um pouco menos pro fim, ele chegou ao prefácio e logo após o índice.
Por um momento pensou em ir direto ao índice, mas por ser aquele um estranho livro, ponderou mais um pouco e resolver ler do início, ou melhor, dizendo novamente, resolveu começar do fim.Logo no prefácio, ficou apavorado, pois o livro começava assim:“Querido leitor, este é o livro da sua vida, você tem a oportunidade de descobrir o final, mas eu, o autor, aconselho a começar pelo começo, independente de lhe parecer o final, pois o final, onde bem sabes está escrito, neste livro, é a página primeira, e acredito ser melhor ler do início, até para você meu caro leitor entender o porque do fim”.
Ele assustadíssimo pôs-se a ler do fim, e assim não quis nem ler o índice porque achou que teria idéia do final através dos títulos dos capítulos.E assim o jovem se dispôs a ler.O livro embora sendo pequeno, era denso, pois escrito fora com letra pequena e possuía aproximadamente 2007 páginas finas, daquelas encontradas em bíblias.
Passado alguns anos, ele já tinha lido boa parte do livro; já havia passado da metade, pois não era todo dia que lia, pois sua curiosidade diminuíra, sua paciência aumentara e por isso já não mais lia vinte e quatro páginas por dia, passara a ler duas ou três páginas à noite, pois como encontrara o livro em certo final de tarde, continuou a lê-lo no final de seus dias.
Após os primeiros capítulos, ele logo notou que aquele livro era como se fosse seu diário, porém já escrito, que tirando os pormenores que ali não estavam, muitas das coisas ali escritas, inclusive pensamentos dos personagens, pareciam com os seus.
Tal semelhança, no começo o assustou, mas depois apenas o prevenia de ler mais de um capitulo por dia, e reforçava a idéia de que nunca deveria ir direto ao final. Assim viveu seus dias, e suas noites transformaram-se em momentos de reflexão.
Lia as páginas de seu livro azul claro da cor do céu que agora passados quarenta anos, meio acinzentado já se tornara.Em seu aniversario de setenta anos, pensou em ir direto ao último capítulo e descobrir de uma vez por todas como terminaria sua história, mas os anos o tinham ensinado muito, o tinham ensinado a ser paciente, a não ser tão curioso e a viver cada momento como se fosse o último e mais uma vez adiara a leitura do ultimo capítulo.
Não muitos capítulos ainda restavam e antes de chegar ao ultimo ele verificou pela espessura que ainda havia pelo menos mais uns três e então de forma bem discreta, resolver dar um jantar para toda sua família e amigos e passar agradáveis momentos junto daqueles que amava.Nesta noite após o jantar, sentou-se em sua sala de estudos como vinha fazendo há cinqüenta anos e se dispôs a ler um dos últimos capítulos, aquele que correspondia àquela noite.
Aquele capítulo era bem diferente dos demais, pois mais uma vez, após cinqüenta anos, ele leu um recado do autor do livro. “Caro leitor, se após cinqüenta anos, chegaste agora a este capitulo, devo dizer-lhe que conseguiste vencer a ti mesmo.
Acredito que o livro deva ter te servido bem e que você deva ter vivido muito bem, justamente o oposto se no fatídico dia do achamento deste tivestes ido direto ao final da história. Tenho apenas mais uma advertência a fazer: continue assim. Agora que chegaste tão próximo do fim, siga o quem vens fazendo, não pule ainda para o último capitulo”.
E assim ele o fez. Terminou de ler aquelas palavras e fora dormir.Na manhã seguinte sentiu-se como nunca havia se sentido antes, sentia-se jovem, sentia que ainda tinha muita vida pela frente, apesar dos fatos lhe mostrarem justamente o oposto. Leria aquela noite o penúltimo capítulo e preparava-se para despedir-se de todos que conhecia.Leu o penúltimo capitulo e uma lágrima correu pelo seu rosto enrugado.
Na manhã seguinte após ter se despedido de muitos de seus amigos, claro que de forma discreta a fim de não levantar suspeitas, resolveu ir até aquele mesmo caminho, na fazenda que ainda pertencia a sua família e que um dia achara o livro de sua vida.Chegando lá, chorou copiosamente e após acalmar-se resolveu caminhar.
O final do dia estava próximo, e então decidira ir até o ponto onde encontrara o livro e para sua surpresa, outro livro lá estava.Aproximou-se, abaixou-se e o pegou, mas não o abriu.Nem mesmo pensara em abrir aquele livro branco, branco como as nuvens do céu azul, pois aquela noite ainda deveria ler o último capítulo do livro azul, azul da cor do céu que era o livro de sua vida, e segurando o livro em suas mãos pensou:“Este será o próximo livro que lerei, mas primeiro devo terminar aquele que comecei a cerca de cinqüenta anos, pois se começar este agora, de nada terá me valido a vida”.

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