quinta-feira, 9 de abril de 2009

23:04

Sigam-me os loucos

Os insanos, os dementes

Todos aqueles que como eu

Não são nada

Não estão nem à margem da sociedade

São a escória inútil

O peso morto

Sigam-me os falidos

Os de coração enegrecido

Os esquecidos

Os desprezados

Os subjugados

Todos os que não têm ninguém

A não ser a si próprio

Sigam-me também, principalmente

Todos aqueles que tudo tiveram

E que perderam ou que lhes foram

Tirado na calada da noite

Sigam-me os infortúnios

Os maus

Os desprezíveis

Seres do dia e da noite

Pois nos confortaremos uns aos outros

E contemplaremos não só os dias como as noites

De sol de chuva, de lua, estreladas

A doença, a peste, a guerra, a destruição

O renascer da vida após a morte

Moral, intelectual, espiritual e carnal do vil ser - humano.

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