Apodreço-me encerrado em mim mesmo
Apodrecemos todos através das mãos do tempo
Conservo minha mente, minha alma
Em meus sentimentos; em minha agonia
Conservo meus órgãos em álcool etílico
Destruo minha lucidez e razão
Com o mesmo álcool e com a nicotina
Deixo-me ver morto, inerte, podre
Através de minhas vilanias
Amaldiçoado, amaldiçôo o mundo ao meu redor
Sangue
Sinto em minha boca
Dor
Sinto em meu peito
Disperso
Sinto falta do chão sob meus pés
Torto
Sinto meus pensamentos se perderem
Não sinto
O amor
A luz
Trevas
Acompanham-me
Vultos da mente, da alma e do corpo
Vejo-os sempre a atormentar meus passos
Espero...

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